quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Pelos Meandros da Prostituição Masculina, em Angola



Por : Katya Samuel

Divido o tempo entre as minhas pesquisas em Psicologia, área da Geronto-psicologia, o curso de Inglês e a preparação do Mestrado. Porém, considero-me uma rapariga normal como as outras; e ainda bem que é assim.
Depois de ler o romance do escritor angolano, Cikakata, intitulado “O Feitiço da Rama de Abóbora” resolvi ir assistir a DSTv, uma vez que as notícias da nossa televisão (TPA) são, para mim, muito previsíveis. Foi quando a minha mãe me incumbiu de ir a casa da vizinha para levar uma metade do bolo de aniversário da minha irmã, como rezam os nossos bons costumes africanos (bantus).

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Pelo caminho, passei por uma dessas cantinas dos Senegalenses, a fim de comprar água mineral, pois estava com muita sede. Ao entrar, vi, à esquerda, três senhoras sentadas numa mesinha. Eram bonitas e estavam muito bem vestidas. Tinham um ar de responsáveis e de quem a vida ia de vento em popa. Aparentavam estar na casa dos 45 ou 49 anos e bebiam umas Coca-Cola.

Falavam bem alto e qualquer pessoa que entrasse, querendo ou não, acabava por as ouvir: “O meu marido vai viajar – disse uma delas - mas desconfio que não irá sozinho; provavelmente, viajará com uma das suas amantes enquanto eu fico aqui a ver navios. Mas parece que não sou a única, em Luanda, a viver o mesmo problema, porque descobri que outras vivem na mesma situação.” O que podemos fazer então? Perguntou a outra. “ Epá – disse a terceira - já que a nossa situação financeira não está assim tão mal, e estamos numa idade em que mais precisamos da atenção do maridos, e se eles não dão e, ainda por cima, arranjam mulheres mais novas que nós, o que temos a fazer é dar volta à situação.
“Dar volta à situação”? perguntou a segunda. “Sim”, respondeu a que estava a falar. “Para começar, não nos vamos separar dos maridos, até porque já temos filhos crescidos e daqui a poucos teremos netos.

Vamos aguentar a situação, arranjando jovens com idades compreendidas entre os 25 e 30 anos, para nos fazerem companhia. Assim, enquanto os nossos maridos viajarem com as suas amantes, esses jovens cobrirão as nossas necessidades emocionais (e não só). Basta, para isso, ajudarmos esses jovens a satisfazerem as suas necessidades materiais. Até tenho uma amiga que nos pode arranjar bons jovens, carne fresca, porque ela tem saído com muitos deles”.
Depois de atendida, voltei para a casa, mas não levei muito a peito aquela conversa. Fui directo ao meu quarto e resolvi trabalhar um pouco na minha pesquisa sobre os idosos.

Qual o meu espanto quando me deparo, num portal, com uma entrevista de Amélia Aguiar, que afirma existir prostituição masculina em Angola! Numa das suas passagens ela diz: “A prostituição masculina também existe. Alguns homens só se relacionam com as mulheres na mira de uma compensação material. Todo mundo sabe disso que as coisas hoje em dia passam assim. Há mulheres que também têm já bastante dinheiro, capazes de manter o seu Pacheco e a prostituição reparte-se nos dois géneros. “
Realmente, ela não deixa de ter razão, porque a prostituição – dizem os entendidos – não passa de uma troca consciente de favores sexuais por interesses não afectivos, ou seja, sentimentais, por prazer ou por factores económicos. Portanto, ela consiste numa troca de favores entre o sexo e bens materiais (dinheiro, ou outros objectos de valores), ou então por favorecimentos profissionais, que pode ser de ambos os géneros.

Torna-se, assim, necessário enxergarmos a realidade, porque, muitas vezes, por arrogância ou por ignorância da nossa parte, somos incapazes de ver o óbvio. Pior ainda numa sociedade machista como a nossa, onde grande parte dos homens, salvo raras excepções, considera as mulheres como objectos e máquinas reprodutoras. Felizmente, a globalização trouxe também coisas positivas, promovendo o espaço da mulher na sociedade e a igualdade entre os géneros.


Um grande psicólogo português, de nome Nogueras Dias, afirma que a família, para além de ser vista como um todo com características próprias que o distinguem dos outros sistemas, é considerada como um sistema de interacções, onde os seus elementos interactuam e influenciam-se uns aos outros. Assim, no dia em que os homens começaram a ficar mais quietos, menos mentirosos, promíscuos e infiéis, reduzir-se-á a prostituição masculina, porque nós, as mulheres, mais que o sexo, precisamos de atenção, carinho. Numa palavra; precisamos de muitos mimos e, na maior parte dos casos, nem isso grande parte dos maridos mwangolé dá .





quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

“Polémica à volta do artigo “Noites Mágicas da cidade de Luanda”, Publicado no site angola24 horas”

Por: Katya Samuel










Recebi uma mensagem do meu primo que está nos U.E.A a estudar, já muito depois de eu ter saído da biblioteca, que fica a poucos metros da minha casa.

Dizia o seguinte: Katya Samuel, vi o teu artigo no Angola24 horas e estou bem orgulhoso de ti, primota. Espero que não ligues os comentários absurdos que lá estão. Confesso que fiquei bastante feliz com as mensagens, porém, quando entrei no site por ele referido para rever o meu artigo, fiquei bastante chocada com alguns comentários. Bem, na verdade não fiquei triste pelo facto das pessoas terem comentado, até porque eu sou amante da democracia e defendo a opinião que as pés-soas devem ter a liberdade de expressar os seus sentimentos sem que ninguém as oprima.

Penso que só com a liberdade de pensamento, é que se pode alcançar o desenvolvimento. No entanto, não me escuso em dizer que fiquei triste com a mentalidade de alguns angolanos que não conseguiram ser menos subjectivos nas suas análises, o que não lhes permitiu ver o verdadeiro lado da questão.


Porque é que as pessoas ficaram (aparentemente) tão chocadas com o meu artigo? Porquê os nomes feios? Será pelo facto das trabalhadoras do sexo aparecerem mais à noite que de dia? Confesso, sinceramente, que não sei por que é que as pessoas ficaram tão chocadas; talvez, quem lá sabe, por eu ter tido a audácia de fazer um retrato social da nossa capital, Luanda.


Muitos diziam que a Katya Samuel não existia e que tudo era ficção; outros diziam que eu era uma Portuguesa residente em Angola, mesmo depois de terem visto a minha fotografia, mas, ainda sim, batiam nessa tecla. Mas porquê ? Bem, isso só me leva a crer que nós os negros somos culpados de tudo o que nos tem acontecido. Por um lado, por não acreditarmos em nós e pensarmos que tudo o que nós, os negros, fizermos não presta; só tem valor aquilo que o branco faz. Por outro lado, somos muito preconceituosos com pessoas da nossa própria cor.


Apesar de ter estudado em Portugal e me ter formado em Psicologia Clínica), isso não faz de mim uma portuguesa e muito menos o facto de ter um namorado branco; isso não faz, repito, de mim nem um prostituta nem alguém melhor que outras angolanas.

No meu artigo, falo apenas da descriminação que muitas moças são vítimas no seu próprio país. Muitas das vezes são, por isso, rotuladas de prostitutas.

Também analiso a diversão nocturna e de como as pessoas, em Luanda, se comportam durante a noite.
Tudo que consta no meu artigo não tem nada de ficção; foi o que eu observei durante a minha saída à noite. Esta polémica toda, fez-me nascer a ideia de um dia escrever um artigo comparativo das noites de Luanda e de algumas cidades da Europa.

Por favor, peço-vos, abram as vossas mentes. O meu texto é, simplesmente, uma crónica social e nada mais, e até porque alguns nomes que lá constam nem sequer são verdadeiros.

Já para terminar, aproveito a ocasião para agradecer aos leitores que fizeram belos comentários. Creio fortemente que Angola irá muito longe não pelo petróleo, mas sim pelo facto de existirem mais pessoas com ideias, mentes abertas como as desses comentadores que tenho a honra de publicar os seus comentários.

"Ty"

Este é o lado cinzento dos angolanos; nao conseguem encaixar a ideia em terem uma mulher mais inteligente que eles; deixa lá a jovem intelectual em paz. E não há razão nenhuma para chamar a moça de puta só porque escreveu uma crónica social. Esse é o problema de grande parte dos homens angolanos;,machistas e cada vez mais burros como esse de FILI (PADO)


"a"

Parbéns a jovem Katya pela coragem em denunciar o racismo que existe em Angola e pela ousadia em falar de si, o que é muito raro nas jovens do nosso país que fazem tudo às escondidas. É dessa coragem que precisamos para percebermos o que se passa,realmente no nosso país, onde tudo parece que anda às mil maravilhas. Agora o facto de ela ter um namorado branco não faz dela diferente de outras jovens,desde,claro, que o relacionamento seja sério. Abaixo o racismo.

"KLP"

Pedimos a direcção do Canal Angola24h , que aplique regras e ordens aos internautas que fazem comentarios neste site sem respeito aos outros.


"Bwanja -Lisboa"

Lamentavelmente é este o cenário que o regime criou em Luanda e no país todo em que as pessoas são discriminadas pelo seu ton de pele. Tudo isto ocorre porque a maior discriminação que assola a maior é a discriminação económico-social devido a má gestão, corrupção, ....... .
Isto constitui uma humilhação às raparigas negras, que por sinal são a maior parte das jovens angolanas e no seu próprio país. O culpado tem uma face, o regime do MPLA.



turnerstephen@aol.com

Lendo este artigo, eu vi um monte de verdade. Eu vivo em Luanda e minha esposa é uma bela mulher negra. Eu sou branca como a neve Eu sou 36, ela é 26. Vivemos juntos no meu apartamento. Seu pai e irmão me conhece muito bem e não há nenhum problema.
A única vez que as coisas vão mal quando saímos juntos, e de ter lido alguns dos comentários feitos fora Eu entendo melhor agora.
Tenho vivido em todos os continentes e sei que um idiota não tem cor, nem prostitutas.
Quando minha esposa é olhada como uma prostituta para mim é mais inveja do que o racismo. um rapaz branco, com uma boa mulher negra.
Todos os angolanos com ciúmes ao vivo o seu próprio viver e não incomodar os outros




Referências bibliográfica


http://www.angola24horas.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1542:as-noites-magicas-de-luanda&catid=14:opiniao&Itemid=24

www. Angola24horas.com

terça-feira, 24 de novembro de 2009

“Valorização dos médicos Veterinários Angolanos"

Por: Katya Samuel







Sábado à tarde, por volta das duas horas e meia do dia 01 de Novembro saí toda apressada da biblioteca, que fica a uma distância de poucos metros entre o parque e a minha casa, e que, por isso, não preciso de apanhar o Bus. Na verdade, apesar da violência, eu posso, por isso, andar relaxadamente. Estava com pressa de chegar a casa, porque tenho por hábito assistir as notícias de Angola e de Portugal na DSTV. Uma das razões que me leva a assistir, quase sempre, ao Telejornal, é o facto de querer estar informada sobre estes dois países e também para saber o que se está a passar no resto do mundo por uma questão de cultura geral. Passado alguns minutos, já me encontrava em frente do portão da minha casa a tocar a campainha. Ao entrar, sentei-me no sofá e sintonizei-me no canal angolano.
De entre as várias notícias, como a dos estragos causados pela chuva , onde o município de Viana fora o mais afectado, o que me chamou mais a atenção foi o seguinte aspecto em destaque na Tp2: “Valorização dos Médicos Veterinários”. Depois do intervalo quis pôr a seguinte questão aos meus primos: o que é que vocês entendem por valorização?


Segundo o Dicionário de Língua Portuguesa, a valorização é o acto ou efeito de valorizar, ou dar valor, aumentar o valor de; alcançar mais valor ou importância. Depois de meditar uns breves segundos sobre a definição de valorização, continuei a assistir ao telejornal. A seguir, apresentou-se uma reportagem onde apareciam médicos veterinários, reunidos numa magnífica sala a debaterem uma lei que visa a valorização dos médicos veterinários. A referida lei tinha como objectivo desencorajar algumas Instituições não-governamentais ligada à criação de gado e à venda de animais, e não só, que realizam trabalhos de veterinária, e, que, por sua vez, desvalorizam a importância do papel do médico veterinário.

Foi a partir deste aspecto que um punhado de médicos teve a ideia de redinamizar a Ordem dos Médicos Veterinários de Angola. A mesma, parece que já existe há 4 anos. Confesso, que fiquei maravilhada com a atitude desses profissionais de saúde da área veterinária. Espero que outros profissionais como Psicólogos Clínicos e Sociólogos, e não só, sigam este exemplo.


Referências bibliográficas:
Televisão Publica de Angola, Canal 2. Programa: Primeiro Jornal (01,11,2009).
Dicionário Mini da Portuguesa Língua Portuguesa. Editora: Porto Editora (20007)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A vida dos Estudantes Angolanos em Johannesburg

Por: Katya Samuel










A minha vida sempre foi feita de muitas emoções, felizmente positivas e pelo incrível que pareça, quase sempre ando atrás delas. Depois das minhas férias escolares em Portugal, resolvi, desta feita, ampliar os meus conhecimentos linguísticos; resolvi passar uma temporada em Joanesburgo, África do Sul, para aprender a Língua Inglêsa . Ainda não completei um mês e já me apercebi que, na África do Sul, apesar do apartheid ter terminado existem vários estratos sociais: o negro, o mulato, o indiano e o branco. Como sabem, os negros são os mais afectados em termos económicos, e não só. Pretendo desenvolver esta questão numa próxima ocasião.


Apesar da capital da South ser Pretoria, ainda assim, Johannesburg, conseguiu ocupar o seu espaço, tornando-se numa das cidades mais importante da África do Sul. É a capital económica do país, por isso é que podemos encontrar muitos estrangeiros.

Podemos afirmar que também é uma cidade multicultural. Nesta cidade, podemos ver os maiores centros comerciais da South e as maiores ofertas de emprego. Tudo indica que é também uma terra de oportunidade para quem tem ideias. Mas tudo que é bom dura pouco, porque as lojas e os centros comerciais, fecham muito cedo devido à insegurança na cidade, pois; só se está seguro no período da tarde, porque quando as nuvens cobrem o sol, o pesadelo começa. Durante o dia, é uma cidade quase normal, mas no que se refere à noite, podem ocorrer vários tipos de violências: roubos, estupros e assassinatos. Aconselho a s meninas a não andarem de noite e sempre que quiserem sair, devem estar sempre bem acompanhadas e, de preferência, por um ou mais dois rapazes, pois mais vale mais prevenir do que remediar. Tudo indica que a África do Sul é o país mais afectado pelo vírus do SIDA.

Nesta linda cidade, podemos encontrar muitos estudantes angolanos; muitos deles , em vez de se dedicarem aos estudos, desviam-se dos seus objectivos, passando a ter várias namoradas, irem de festa em festa, fazer negócios de lap top, roupa, perfumes e carros enviados para Luanda. Infelizmente, os estudantes em vez de estudarem, tornam-se negociantes ou, na língua angolana, muambeiros.


Na sexta-feira, quando saí da escola, o meu primo surpreendeu-me com um convite para um evento cultural angolano para o dia 3 de Outubro, organizado pelos Eng5. Como este dia calhou num sábado, até despertou o meu interesse. Depois de tanto pensar se iria ou não, como não tinha mesmo nada para fazer, resolvi então ir ao tal evento realizado pela Agência Promotora de Eventos, Eng5.












Depois de estar no evento, vi que todos estudantes angolanos, não se desviavam dos seus objectivos como é o caso desta agencia que é formada por estudantes.

ENG5: tudo começou no Rand Tutorial College, em 2005, quando estavam a finalizar o ensino médio. Cinco colegas de escola, resolveram organizar uma festa de fim de ano e não sabiam que nome atribuir aos organizadores. Surgiu, então, a ideia de dar ao grupo o nome de Eng 5, ou seja, os 5 Engenheiros. Apesar do grupo ter surgido em 2005, só em 2009 é que realizou a primeira actividade com um torneio de futebol, onde se venderam cachorros quentes e se ofertaram roupas e outros bens de primeira necessidade.

Estes donativos, foram destinados à população Angolana mais desfavorecida residente no POMFRET, os BÚFALOS. São pessoas que no tempo do Apartheid havia sido recrutadas para lutarem do lado do antigo regime antigo (ao lado dos brancos). Hoje são pessoas desfavorecidas e ao que tudo indica que pertenciam ao partido da FNLA e outros, embora pouca eram membros da UNITA.

Note-se que, naquele tempo, o regime do Apartheid fornecia armamento à Unita, e em troca de favores, a Unita por sua vez, fornecia soldados ao mesmo regime. Após ao fim do Apartheid, essas pessoas já não são úteis, e foram abandonadas pelo governo sul-africano, que os obriga a voltarem a Angola. Mas que tudo indica que essas pessoas têm medo de regressar a Angola, assim, preferem viverem em dificuldades, porque alegam que se voltarem a Angola, acham que não terão uma casa condigna, com água e luz. Como cá tem essas mínimas condições, então preferem aguentar as dificuldades do dia-a-dia. Mas, graças a Deus, surgiram os Eng5, composto por um grupo de estudantes angolanos, como já disse mais em cima, que têm dado apoio social a essas pessoas.


No que se refere à sua segunda actividade, onde eu estive presente, realizou-se no dia 3 de Outubro deste ano. Confesso que fiquei maravilhada, com o que vi: a sala esta bem decorada, o cenário do palco estava perfeito assim como a área da restauração. Não restam dúvidas de que a competência desses jovens, é notável e também contam com o apoio do embaixador da República de Angola na South Africa.

Espero que as fotos que mostro falem por si mesmas.
Espero que esses jovens estudantes em Johannesburg, continuem a realizar mais actividades desse género.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

UM OLHAR ARITMÉTICO SOBRE A REALIDADE




Por: Katya Samuel



Entre a sala de estar e a cozinha há um divã. Afundo-me nele meio ensonada e procuro reconstituir os momentos que acabam de passar.



Não me consigo livrar do entorpecimento. Estou em crer que não preguei olho durante a noite inteira. Sonhei com Pedro o grande, rei da Rússia. Sem vontade de me embrenhar nas minhas tarefas do dia-a-dia, decido combinar números e, assim, olhar para fora da escrita.



Somos os dias que vivi até agora e subtraio o total pelas desgraças e pelas frustrações por que passei; de seguida, divido-os pelas alegrias para, finalmente, as dividir pelos meus sonos.



E, ainda pouco satisfeita, calculo dois terços do total. Os resultados não deixam de ser desconcertantes; diria mesmo desencorajadores, mas também me dizem que não devo deixar de sonhar; devo fazê-lo e mais alto ainda. Talvez um dia, quem lá sabe, construa o meu S. Petersburgo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Pobres dos Nossos ricos, Por Mia Couto

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A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.


Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.


A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".

Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.


É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados.


Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lança-los a eles próprios na cadeia.


Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (....)


Mia Couto

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A problemática da delinquência em Angola

Por: Katya Samuel



Na tarde de sábado, estávamos todos reunidos junto à mesa para almoçarmos. Como sabem, normalmente em Angola os almoços aos fins-de-semana, costumam ser prolongados e, como tal, as refeições são feitas em grandes quantidades, contando sempre com as visitas (primos, tios, vizinhos, e colegas dos pais que já se tornaram tios), e quase sempre trazem alguém consigo.

Daí a razão de cozinharmos em grandes quantidades e do mesmo ser prolongado até às tantas da tarde com algumas músicas a tocar no fundo. Na verdade, tudo aquilo para mim estava a ser maravilhoso e bastante gratificante, porque ainda não tinha completado um mês desde que estou cá.

Nesses almoços conversamos de tudo, mas, por norma, quem preside sempre as conversas são os mais velhos, como eu pertenço ao grupo dos filhos e não dos pais ou dos tios, e como boa filha ,fiquei o tempo todo calada entre aspas…. até que me dessem a palavra.

No almoço, havia pessoas de todos os níveis académicos e sociais, inclusive pessoas que trabalham na área do combate à delinquência. Depois de termos abordado diversos temas, um dos convidados do amigo do meu tio, levantou a questão sobre a delinquência em Angola, porque parece que ele tinha sido assaltado numa cantina dos zairenses que fica junto à estrada de catete ,onde tinha entrado para comprar um maço de cigarro, fardado ( FAA),porque saía do trabalho. Segundo ele, assim que entrou na cantina, não tinha se apercebido, que as pessoas que lá estavam tinham sido sequestradas pelos bandido. Enfim, foi um episódio traumatizante para ele.

Momentos depois, quem teve a palavra foi o convidado do outro tio que estava com o rosto todo vincado e com voz bem alta diante de tanta injustiça. Confesso que também fiquei triste depois de ouvir aquela triste história. Nós estávamos entre o som baixinho da música e o som da conversa sobre a delinquência no quintal. Quando, de repente, ele se levantou e gritou bem alto, dizendo que a solução para acabar com a criminalidade é de o governo mandar matar todos eles!!

Depois de ter visto o meu olhar aterrorizador perante a tal afirmação, passou-me a palavra dizendo-me: Alias ,tu como psicóloga clínica, penso que essa é a tua área, o que tu tens a dizer sobre isso? Bem, querendo ou não tive de falar um pouco sobre o assunto: Antes de mais, iremos definir o conceito de delinquência. Segundo o dicionário de língua portuguesa, a delinquência é ” a qualidade ou estado de delinquente; delito ou cometer um delito ou falta”. Já a Enciclopédia livre Wikipedia, caracteriza a delinquência como comportamento caracterizado por repetidas ofensas delitos), considerando assim, o seu aspecto social e criminoso.


Comecei por dizer que não adiantaria nada matarmos os delinquentes, primeiro por uma questão de direitos humanos e segundo por isso não resolver o problema, pois para o resolvermos, teríamos de partir da raiz dos problemas ou das suas causas. Contudo, penso que seria muito mais fácil, se estudássemos em primeira mão, as causas da delinquência que a meu ver, são sempre as mesma a saber:


a)Causas Sociais Derivadas da Pobreza;
b)Causas psicopatológicas derivada do comportamento;
c)Causas estruturais do crime organizado provocado pela globalização;
d)Causas Institucionais derivada das políticas do governo no poder;

Por último, podemos dizer, que a delinquência afecta negativamente o desenvolvimento económico e social de um país. Deste modo, sou da opinião de que se o governo está a trabalhar para a recosntrução do país, e se queremos ter uma terra onde não haja desigualdades sociais , então , nesta caso,devemos olhar seriamente sobre a questão da delinquência em Angola. Para eliminar este fenómeno, o governo terá de combater as causas ligada ao mesmo.


Continua ……

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

PRODUÇÃO DE LIVROS EM ANGOLA



Já faz muito tempo que não vou a Luanda e como estamos na época do Verão onde a maioria das pessoas encontram-se de férias quis satisfazer a ansiedade que nascia em mim, quando as pessoas me diziam que Angola já não era aquela Angola que eu tinha deixado há 3 anos atrás, porque muita coisa tinha mudado. Diante de tantas novidades, o meu coração disparava de tanta alegria, pois senti imenso orgulho da minha Luanda que está a crescer de vento em pompa. Assim sendo, liguei o meu pc a internet e marquei uma reserva na net viagens e como opção, escolhi a nossa companhia área Tag.

De facto, quando cheguei, gostei do que tenha visto: não há muito lixo nas ruas; alguns passeios com bancos e jardins bem arranjados; em toda esquina há um banco e um multibanco, ou multicaixa.


Vi algumas mudanças a nível da cidade de Luanda, embora não concorde com as construções de edifícios dentro de uma cidade velha, bem, se recuperassem os edifícios antigos, aí talvez eu concordaria, mas enfim…. ... , Na verdade, a minha grande preocupação não estava muito relacionada com as construções ou com as infras- estruturas da cidade, mas sim com as infra-estruturas humanas, pois, sou de opinião, que por mais que nós construamos grandes edifícios, estradas e bancos, penso que tudo isso não terá grande impacto para o desenvolvimento, pois o desenvolvimento deve ser a todos os níveis e, principalmente, a nível de desenvolvimento humano.


Diante desta situação, resolvi dar uma volta pela cidade para comprar jornais para me situar dentro dos acontecimentos do dia. De entre os vários jornais, escolhi apenas três, incluindo o Jornal de Angola. Ao ler os destaques das notícias, os meus olhos fixaram-se na secção da literatura com o seguinte destaque: “John Bela considera baixa a produção anual de livros” que diz: Num universo de 14 milhões de habitantes, havendo apenas o lançamento anual de 30 livros, com tiragem de mil exemplares por cada obra, é uma gota de água no oceano.

Isto demonstra que as instituições estatais e privadas têm de trabalhar mais ,para que se apresentem mais livros e se criem mais incentivos á leitura”


Como é que as editoras vão lançar muitos livros se os angolanos não lêem?
Na verdade, as editoras só lançam livros de acordo com a procura, porque o que se passa é que grande parte da juventude angolana não está preocupada com o conhecimento, mas sim com a música, discoteca, sexo e em acumular o maior número de namorada ou namorados.


Como é que podemos afirmar que estamos a crescer se a nível de recursos humanos estamos mal?
Penso que o Ministérios da Educação e da Cultura, deviam criar programas de incentivo a leitura para poderem reduzir o défice da leitura nos angolanos, criando concursos de literários e em vez de concursos de Mbundas e fazerem publicidades dos livros tal como fazem com as músicas e com as bebidas.
Se assim o fizermos, então aí sim, estaremos a caminhar para a mudança e para o crescimento, pois um pais só cresce quando as pessoas estão preocupadas com o conhecimento .


Bibliografia: Jornal de Angola. Sexta- feira, 31 de Junho de 2009.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Às Noites Mágicas de Luanda

















O telefone tocou vária vezes por volta das 11 horas da manhã, quando me preparava para ir à faculdade. Normalmente, às sextas-feiras como prenúncio do fim-de-semana, o telefone toca mais do que o normal.
Geralmente, as pessoas amigas ligam mais às sextas-feiras para combinarmos alguma coisa para o fim-de-semana. Nesse dia,  a pessoa  que  estava do outro lado da linha era o Paulo Fernandes, o rapaz  de quem eu gosto muito de nacionalidade portuguesa!
 
Estive ao ponto de lhe dizer que não queria sair de casa, mas quando a noite chegou fiquei deitada na cama, a olhar para o tecto do meu quarto sem fazer nada de especial. Diante de tanto tédio, senti-me incapaz de recusar o convite do Paulo. Ficou combinado que iríamos “cair na noite”, bebermos uns copos em alguns bares, pubs e discotecas de Luanda. Combinei com o Paulo que me fosse apanhar em casa às 23 horas. Eu usava tranças longas até à cintura, pesava não mais que 45 quilos, vestia uma minissaia justa e sapatos de salto altos a condizerem com a mala que eu carregava entre os braços.

Na verdade, não sabíamos ao certo aonde iríamos; o que sabíamos era que, no final de tudo, querendo ou não, acabaríamos sempre por ir à baixa de Luanda.
Luanda, durante a noite, consegue exprimir o seu esplendor, que encanta os luandenses e os estrangeiros com sua majestosa magia, que enfeitiça os seus habitantes. Feliz ou infelizmente, ninguém consegue resistir a este encanto.

É assim a noite na cidade da Kianda: quando a noite chega com a sua beleza, acaba por afogar o que durante o dia não se pode esconder, como a poluição sonora, o lixo, o trânsito e outras coisas mais.
Luanda à noite parece uma grande cidade europeia. Isso, no que diz respeito à diversão nocturna. A falar a verdade, não temos razões de queixa. Resolvemos ir à Baixa de Luanda mais propriamente na Mutamba.
É lá onde existem vários restaurantes, bares, discotecas e pub´s. Logo à entrada da Mutamba, isto é, na paragem dos autocarros junto do Ministério das Finanças, começámos a deparar-nos com moças, algumas bem vestidas, outras nem por isso, na berma da estrada. O quadro era o mesmo mais abaixo para quem vai à Ilha, passando pela nossa linda Chicala, onde estão situados uns dos melhores restaurantes do país.
Ao fazermos a curva, antes de chegarmos ao clube Náutico de Luanda, vimos várias moças a fazerem sinal para os carros parem. Uns paravam de facto, mas outros continuavam, tal como nós, com a sua rota.
Via-se de tudo uma pouco: Moças a exibirem-se às portas dos restaurantes, nos bares de praia e nos pub. Era mais frequentes verem-se moças a saírem com estrangeiros, na sua maioria de raça branca. Na verdade, nem todas as moças que estavam ali com brancos eram profissionais do sexo.

O que mais me impressionou foi o comportamento delas. Talvez pelo facto de ser estudante de psicologia. Em cada esquina, ouviam-se moças a discutirem por causa dos homens que elas diziam ter angariado primeiro. Depararmo-nos com toda esta paisagem, na Chicala, à entrada da ilha, mais concretamente na rotunda onde fica situado o restaurante chinês e uma mini maratona, onde algumas mulheres vendiam pinchos, cervejas e cachorros. Apesar de ser uma zona de elite, este sítio é mais frequentados por pessoas de baixa renda. Depois deste mini passeio, decidimos então irmos ao Palos, um dos Pub mais conceituados da Baixa de Luanda e mais frequentado por estrangeiros.

Logo a entrada, vimos uma grande agitação: moças a caçarem homens, de preferência brancos, meninos de rua (muitos deles bandidos) atrás dos donos de carros para tomarem conta dos mesmos. Era um cenário triste. Infelizmente, o Palos só permite a entrada de mulatas e brancas, impedindo assim a entrada de moças negras, por, segundo as desculpas esfarrapadas dos porteiros, as negras serem confusionistas, o que não abona para o bom nome do estabelecimento. E, como tal, não deixam entrar moças com reputação duvidosa. Será que todas as negras têm reputação duvidosas, ou seja, são prostitutas?

Bem, apesar disso, a verdade foi que conseguimos entrar. Talvez por sorte, ou pelo facto de um dos meus amigos conhecer o dono do tal estabelecimento. Ao entrarmos, à direita estava o barman. Viam-se pessoas de diversas nacionalidades, tal como espanhóis, portugueses, franceses, italianos, americanos e outros.
Uns estavam ali para se divertirem, outros para os engates. As moças angolanas mais extrovertidas conseguiam sempre agarrar alguém. O mesmo sucedia com os homens Os que não conseguiam engatar dentro do Pub, tinham a hipótese de arranjar alguém logo a saída, pois, algumas moças estavam à espera de homens a dois metro de distância da entrada, já que haviam sido proibidas de entrar. Estas, assim que vissem um moço a sair do Pub, corriam logo para ele. Em muito dos casos, os homens caiam por estarem bêbados e elas sabiam aproveitar-se dessa situação.

É este o cenário de quase todos os bares, pub, restaurantes e discotecas da cidade de Luanda. Era como se as pessoas deixassem de acreditar que a vida acabaria mesmo ali e que não haveria mais nenhum amanhã.

Um abraço de luz!

Katya Samuel





quarta-feira, 22 de julho de 2009

Prostituição em Angola


Crítica de Katya Samuel ao Artigo sobre a "Prostituição em Angola".


Este artigo surge como respostas a um artigo publicado pela portal Club-k, sobre a prostituição em Angola, subscrito pelo Dr.ª Encarnação Pimenta.
 
Um dos aspectos que esta defende é o facto da prostituição ter um carácter patológico. Isso significa, por outras palavras, que as prostitutas que pululam pelas ruas de Luanda, em particular, e pelo país, em geral, padecem de distúrbios de comportamento.
 
É claro que nós, embora reconheçamos o contributo que a Drª Encarnação Pimenta, como psicóloga, possa dar à discussão de um tema tão importante, gostaríamos de dizer que não concordamos, na totalidade, com ela, pelas seguintes razões: em primeiro lugar, devido ao facto de os distúrbios de comportamento associados ao sexo, estarem bem hierarquizados e catalogados pelo DSM-IV. De entre estes, podemos apontar as várias parafilias.
Note-se que as parafilias são caracterizadas por anseios, fantasias ou comportamentos sexuais recorrentes e intensos que envolvem objectos, actividades ou situações incomuns e causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
Como parafilias podemos referir o exibicionismo (exposição dos genitais), fetichismo (uso de objectos inanimados), frotteurismo (tocar e esfregar-se em uma pessoa sem o seu consentimento), pedofilia (foco em crianças pré-púberes), masoquismo sexual (ser humilhado ou sofrer), sadismo sexual (infligir humilhação ou sofrimento), fetichismo transvéstico (vestir-se com roupas do sexo oposto) e o voyeurismo (observar actividades sexuais).
Como se pode ver, a prostituição não é aqui referida, o que, no entanto, não quer dizer que uma prostituta ou um prostituto não possam sofrer de uma determinada parafilia. Em segundo lugar, e sempre em defesa do nosso argumento, a prostituição é hoje encarada, aliás isso não é novo, como a mais velha profissão do mundo, onde a mulher, ou o homem, disponibilizam os órgãos sexuais a troco de dinheiro.
 
Existem, inclusivamente, países como a Holanda onde a prostituição tem um destaque especial, uma vez que a mesma está organizada segundo regras definidas pelo próprio Estado, cabendo, inclusivamente, as prostitutas o pagamento do imposto e efectuarem descontos na Segurança Social.
 
Para o caso de Angola, mais importante que encarar as prostitutas como pessoas com distúrbios de comportamento, é necessário olhar para elas como vítimas da pobreza e do desemprego, salvaguardando-se, claro, as devidas excepções.
E, assim se, de um lado, se deveriam encetar medidas para a legalização da prostituição em Angola, do outro, deveriam avançar-se com outras medidas de carácter educativo, e sócio-profissional, criando um maior número de empregos por forma a evitar que mais jovens se embrenhem nesta profissão, que é sempre mal vista pela sociedade.


Bibliografia: American Psychiatric Association . (2000). Manual de Diagnóstico e Estatístico das Pertubações Mentais. Lisboa: Climepsi Editores.



















segunda-feira, 20 de julho de 2009

“Nasceu negro e morreu branco”




Diário:
está é a imagem que eu sempre tive dele, a de um negro e não a de um branco, porque de branco ele nunca teve nada…..

Michael Jackson foi um afro-americano que começou a cantar aos 5 anos de idade, liderando o grupo constituído pelos seus irmãos “ Jackson five”, mas foi aos 11 anos que começou a sua carreira a solo, o que o levou mais tarde ao título de rei da pop. O seu contributo para o desenvolvimento da música pop foi imenso, desde o estilo às técnicas de danças que, ao meu ver, o glorificaram como uma estrela. Eu nunca fui lá muito fã do Michael Jackson, só de saber que era um negro, que nunca teve infância, e que viveu numa América onde os negros eram maltratados e que, por sua vez, conseguiu promover a comunidade negra afro-americana com o seu talento musical. A minha atenção especial por ele foi devida ao facto de que à medida que o tempo ia passando, a sua cor ia mudando devido às inúmeras cirurgias plástica a que foi submetido.
Tudo isso foi um grande choque para a comunidade negra e não só. Bem, na verdade, não adianta narrar muito sobre a vida desta grande estrela, pois julgo que provavelmente não teríamos muito tempo para tal, pois a vida dele provavelmente daria espaço para muitos livros.
Ontem estava com o televisor ligado, sentada à mesa, na cozinha da minha casa, diante do meu PC a fazer algumas pesquisas sobre Angola, quando a noticia sobre a morte de “Michel Jakson” me caiu de repente. Confesso que fiquei com o rosto prostrado diante do ecrã durante quase 20 minutos até conseguir digerir bem a noticia. Momentos depois, lembrei-me dos seus sucessos na década dos anos 80. Apesar de, nesta época, eu ainda ser uma criança , , mesmo assim, lembrei-me vagamente dos tempos em que o meu querido pai punha os discos de Michael Jackson nos almoços de fins-de-semana. Foram bons tempos, pois quando faço uma regressão à minha infância, supostamente, terei de me deparar com o som da musica deste cantor no quintal da casa do meu querido avô. onde o rádio ficava por cima da janela, fazendo com que o som se propagasse, como um eco, por todo quintal, levando a que todos ouvíssemos as músicas, inclusive os vizinhos.