segunda-feira, 20 de julho de 2009

“Nasceu negro e morreu branco”




Diário:
está é a imagem que eu sempre tive dele, a de um negro e não a de um branco, porque de branco ele nunca teve nada…..

Michael Jackson foi um afro-americano que começou a cantar aos 5 anos de idade, liderando o grupo constituído pelos seus irmãos “ Jackson five”, mas foi aos 11 anos que começou a sua carreira a solo, o que o levou mais tarde ao título de rei da pop. O seu contributo para o desenvolvimento da música pop foi imenso, desde o estilo às técnicas de danças que, ao meu ver, o glorificaram como uma estrela. Eu nunca fui lá muito fã do Michael Jackson, só de saber que era um negro, que nunca teve infância, e que viveu numa América onde os negros eram maltratados e que, por sua vez, conseguiu promover a comunidade negra afro-americana com o seu talento musical. A minha atenção especial por ele foi devida ao facto de que à medida que o tempo ia passando, a sua cor ia mudando devido às inúmeras cirurgias plástica a que foi submetido.
Tudo isso foi um grande choque para a comunidade negra e não só. Bem, na verdade, não adianta narrar muito sobre a vida desta grande estrela, pois julgo que provavelmente não teríamos muito tempo para tal, pois a vida dele provavelmente daria espaço para muitos livros.
Ontem estava com o televisor ligado, sentada à mesa, na cozinha da minha casa, diante do meu PC a fazer algumas pesquisas sobre Angola, quando a noticia sobre a morte de “Michel Jakson” me caiu de repente. Confesso que fiquei com o rosto prostrado diante do ecrã durante quase 20 minutos até conseguir digerir bem a noticia. Momentos depois, lembrei-me dos seus sucessos na década dos anos 80. Apesar de, nesta época, eu ainda ser uma criança , , mesmo assim, lembrei-me vagamente dos tempos em que o meu querido pai punha os discos de Michael Jackson nos almoços de fins-de-semana. Foram bons tempos, pois quando faço uma regressão à minha infância, supostamente, terei de me deparar com o som da musica deste cantor no quintal da casa do meu querido avô. onde o rádio ficava por cima da janela, fazendo com que o som se propagasse, como um eco, por todo quintal, levando a que todos ouvíssemos as músicas, inclusive os vizinhos.

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