domingo, 19 de dezembro de 2010

Desejo Festas Felizes para Todos os Angolanos e não só...




Natal

O Natal tem um grande significado, não só religioso como também familiar. Só que as pessoas, hoje em dia, tendem a esquecer o verdadeiro significado e importância desta data.
O natal virou um comércio, as pessoas preocupam-se com os presentes e reclamam terem gasto acima do habitual. Ao invés de doar amor, os presentes se tornaram obrigatórios e junto a eles uma camada bastante considerável de hipocrisia se integra nas reuniões familiares.


Todos os anos são sempre iguais, as pessoas reúnem-se com a família e com alguns parentes tão distantes que é somente nesta época em que se encontram. São poucos os que devem saber o verdadeiro e mais profundo significado do Natal.


A maioria está mais preocupada em vestir roupa nova, beber até cair, sair como loucos pelo trânsito, causando muitos dos acidentes que se intensificam neste período e esquecem de pelo menos parar por um minuto para pensar nesse dia, na importância da família e da necessidade de aproveitar-se esse dia para a reconciliação familiar,E o que eu desejo hoje aqui, é que façamos uma auto-análise e tentemos pensar um pouco sobre o verdadeiro significado do natal.



Desejo muita paz, amor, saúde e muita perseverança para que todos possam seguir os seus respectivos objectivo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dispor das mulheres, depois de elas terem ido embora

















A notícia caiu-me como uma bomba, tal como para todos os angolanos, quando eu estava em Portugal. Uma vez que a internet, em Angola, é muito lenta e, como na tuga é mais rápida, resolvi ficar mais tempo na internet para fazer algumas pesquisas de psicologia, e não só. Enquanto lia os e-mails, o meu colega que está a fazer o doutoramento em Psicologia Educacional pela Universidade do Minho, acabava de entrar em online. Momentos depois, enviava-me um link para o meu message com uma mensagem pedindo desculpas pelo link, porque as imagens eram chocantes . “Espero, que olhes para estas imagens como uma investigadora social e não como uma pessoa normal”- disse. Assim sendo, não me pude conter diante de tanta curiosidade Passado dois minutos, resolvi, então, abrir o misterioso link.

Ao ver o vídeo, fiz rapidamente a elaboração, porque eu já estava preparada psicologicamente para tal. Como me haviam me pedido, olhei para o vídeo numa abordagem mais científica e não do senso comum. Isso quer dizer, que olhei para as imagens como uma psicóloga.

As imagens falavam por si: era o Almir Algria, o apresentador do programa “Jovem Mania” . Este programa é dedicado a juventude Angola, e aborda questões que afectam os jovens angolanos como: o HIV , desemprego e entre outros temas.
Almir era uma imagem de referência para a juventude angolana , e tinha, por isso, que manter uma conduta digna de exemplo. Derrubou a sua própria imagem e, por conseguinte, perdeu a sua própria dignidade. Em relação à rapariga, penso que ser-lhe-á mais difícil recuperar a dignidade, visto que, no nosso contexto cultural, as mulheres são mais submissas, ou seja, vivemos numa sociedade machista. Isso não quer dizer que esteja a defender esta jovem, até porque a aconselho a procurar um psicólogo clínico para um tratamento. Não vou centrar-me muito nela, mas sim, no Almir devido ao compromisso social, não formal, que ele tinha com os jovens angolanos. Atendo a este aspecto, gostaria que prestassem mais atenção as minhas hipóteses diagnósticas:



Análise psicológica do caso Almir

Bem, relativamente ao Almir, na respectiva de Freud, o homem que filma o seu acto sexual, se revê nas imagens e sente um prazer sexual, é uma pessoa Narcisista. Antes de analisarmos esta tendência, o narcisismo, vamos, para o entendermos melhor, falar do complexo de Edipo.

Segundo Freud, o complexo de Édipo, não é um instinto sexual mas um complexo onde o amor ocupa o primeiro plano. Os sentimentos sensuais ou corporais são recalcados, ou guardados. O rapaz apaixona-se pela mãe (e a menina pelo pai) e, por ciúme, detesta o pai. Deseja, por sua vez, possuir a mãe só para si, desejando ausência do pai. E muitas vezes, exprime esses sentimentos em voz alta, prometendo casar com a mãe. Quando uma criança não consegue realizar o complexo de Édipo, a criança toma o seu próprio corpo como objecto de amor: é isto a que Freud designa por narcisismo, o que é uma perversão, que se relaciona com o auto-erotismo da própria sexualidade.

Na perspectiva do DSM-IV-TR (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais), se este indivíduo fosse uma pessoa normal, faria sexo sem filmar, mas como filmou estamos diante de uma perversão, porque, na ausência da mulher com quem ele fez sexo, ele masturbar-se numa atitude que se encaixa perfeitamente na revivência do acontecimento (flashback), tendo uma satisfação sexual sem nenhuma penetração nos órgãos genitais feminino, tal como sucede em todas as perversões. Assim, para o Almir nada mais resta senão fazer uma consulta a um psicólogo clínico ou a um psicoterapeuta desde que, claro, ele se consciencialize que a sua atitude se enquadra numa perturbação sexual.

Despeço-me com muita paz

Katya Samuel

domingo, 5 de dezembro de 2010

Segredo nas Crianças




Segredo nas Crianças


Para começar, acho necessário definir a noção de segredo. De acordo com vários dicionários, segredo é o que está escondido; o que se oculta
à vista, ao conhecimento dos outros; o que é secreto e que a ninguém deve ser dito. Mas também, dum modo mais complexo, pode definir-se por segredo como algo muito difícil e que exige uma inciação especial (arte ou ciência) para o desvendar.
Falando propriamente dos segredos das crianças, posso começar por dizer que os segredos têm muitas vantagens, porque no próprio desenvolvimento da criança é importante elas terem a noção do segredo. É que, existe uma relação entre a noção de segredo e a tomada de consciência de si como um sujeito dotado de uma vida interior (subjectiva).

E isso, não há dúvida, ajuda a criança a construir a sua intimidade (sua vida íntima) que se baseia num conjunto de normas morais que garantem a sua não- violação. Não é por acaso que os grandes segredos se aprendem, ao fim e ao cabo, com a escola e a sociedade e até uns aparecem nos contos infantis. Por outras palavras, isso significa que a noção de segredo não é inata. É adquirida pela educação, pela experiência, ou seja, é um efeito da socialização.


À medida que vão crescendo as crianças desenvolvem a capacidade de perceber o que se pode ou não contar aos outros e quais são as consequências das suas revelações. Também ganham a percepção da cumplicidade e do valor de uma confidência.
Mas para que essa relação com os segredos evolua de uma forma saudável, é importante que elas percebam que há bons e maus segredos. E que se programar uma surpresa pode ser divertido, esconder algo que os perturba pode tornar-se um fardo pernicioso.

Os segredos bons
Quando uma criança revela um segredo bom, não acontece nada de especial», dizem alguns estudiosos da vida das crianças.

Os segredos bons são saudáveis e têm a ver com confiança com as cumplicidades ou confidências. No entanto, as crianças não sabem discernir o que é contável do que não é contável. Contam o que vêem, o que ouvem aos pais. Quando desvendam alguma intimidade não têm a mínima noção de que podem estar a magoar alguém com a sua inconfidência. Só na terceira infância, entre os seis e os nove anos, começam a perceber que há coisas que não devem contar, dizem os psicólogos das crianças


Os segredos maus

Se há segredos bons, também há segredos maus e essas são as desvantagens dos segredos. Tem-se dito que os segredos maus são como a comida estragada, fazem-nos mal e têm que ser vomitados. Mesmo que haja alguém que insista para não o fazermos.

Para terminar, gostaria de dizer que, por todo o mundo ,passam pelos consultórios dos psicoterapeutas muitas crianças com segredos difíceis de confessar. Há crianças abusadas que são chantageadas e ameaçadas para não contarem «o segredo». «Os miúdos não conseguem guardar os segredos bons, que fazem deles heróis. Mas silenciam aquilo que os faz sentir mais vulneráveis, que os vitimiza». E, para esses casos é necessário ensinar as crianças a revelaram esses segredos, embora maus. É que, no caso de abuso sexual, é importante que as crianças revelem os segredos para se identificar o agressor e, essa é uma das grandes vantagens que as crianças têm em contarem os segredos maus.



Antes de mais, queria dizer que é com muito prazer que estou aqui na rádio Nacional, para discutir um tema tão importante que é sobre o “segredo nas crianças”.
Para começar, acho necessário definir a noção de segredo. De acordo com vários dicionários, segredo é o que está escondido; o que se oculta à vista, ao conhecimento dos outros; o que é secreto e que a ninguém deve ser dito. Mas também, dum modo mais complexo, pode definir-se por segredo como algo muito difícil e que exige uma inciação especial (arte ou ciência) para o desvendar.
Falando propriamente dos segredos das crianças, posso começar por dizer que os segredos têm muitas vantagens, porque no próprio desenvolvimento da criança é importante elas terem a noção do segredo. É que, existe uma relação entre a noção de segredo e a tomada de consciência de si como um sujeito dotado de uma vida interior (subjectiva). E isso, não há dúvida, ajuda a criança a construir a sua intimidade (sua vida íntima) que se baseia num conjunto de normas morais que garantem a sua não- violação. Não é por acaso que os grandes segredos se aprendem, ao fim e ao cabo, com a escola e a sociedade e até uns aparecem nos contos infantis. Por outras palavras, isso significa que a noção de segredo não é inata. É adquirida pela educação, pela experiência, ou seja, é um efeito da socialização. À medida que vão crescendo as crianças desenvolvem a capacidade de perceber o que se pode ou não contar aos outros e quais são as consequências das suas revelações. Também ganham a percepção da cumplicidade e do valor de uma confidência.
Mas para que essa relação com os segredos evolua de uma forma saudável, é importante que elas percebam que há bons e maus segredos. E que se programar uma surpresa pode ser divertido, esconder algo que os perturba pode tornar-se um fardo pernicioso.
Os segredos bons
Quando uma criança revela um segredo bom, não acontece nada de especial», dizem alguns estudiosos da vida das crianças. Os segredos bons são saudáveis e têm a ver com confiança com as cumplicidades ou confidências. No entanto, as crianças não sabem discernir o que é contável do que não é contável. Contam o que vêem, o que ouvem aos pais. Quando desvendam alguma intimidade não têm a mínima noção de que podem estar a magoar alguém com a sua inconfidência. Só na terceira infância, entre os seis e os nove anos, começam a perceber que há coisas que não devem contar, dizem os psicólogos das crianças

Os segredos maus
Se há segredos bons, também há segredos maus e essas são as desvantagens dos segredos. Tem-se dito que os segredos maus são como a comida estragada, fazem-nos mal e têm que ser vomitados. Mesmo que haja alguém que insista para não o fazermos.
Para terminar, gostaria de dizer que, por todo o mundo ,passam pelos consultórios dos psicoterapeutas muitas crianças com segredos difíceis de confessar. Há crianças abusadas que são chantageadas e ameaçadas para não contarem «o segredo». «Os miúdos não conseguem guardar os segredos bons, que fazem deles heróis. Mas silenciam aquilo que os faz sentir mais vulneráveis, que os vitimiza». E, para esses casos é necessário ensinar as crianças a revelaram esses segredos, embora maus. É que, no caso de abuso sexual, é importante que as crianças revelem os segredos para se identificar o agressor e, essa é uma das grandes vantagens que as crianças têm em contarem os segredos maus.

 Katya Samuel